Tecnologia

A renovação de um clássico

Marcas clássicas tendem a se renovar periodicamente. Algumas vezes elas apenas trabalham sua comunicação, outras vezes relançam produtos do passado, e apenas uma pequena parcela delas consegue unir seu produto principal com inovação.

Quantas vezes você não viu atendentes de restaurante usando canetas com borrachas de apagar no topo para poder usar seu terminal de atendimento touch screen? E seu no seu trabalho, onde você precisa largar a caneta para fazer uma pequena anotação ou verificar alguma chamada no tablet?

Para matar esses problemas a BIC inovou sua clássica caneta de plástico colocando uma extremidade emborrachada no topo. Simples. Clássico.

Leia aqui a reportagem do Gizmodo sobre o lançamento das versões americana e européia. Você também terá vontade de inovar seu produto clássico.

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Depender demais não é saudável

Sabemos que depender demais de qualquer coisa, ou qualquer um, não é saudável. O assunto fica ainda mais complicado quando nossa empresa depende de um fornecedor que também é nosso concorrente. Para o mercado varejista, é como se o franqueador abrisse uma loja ao lado do franqueado. Para o mercado educacional, é como ter uma escola dentro de uma fábrica (se ela fechar, acabou a escola).

No mercado de tecnologia encontramos uma dependência difícil de entender. Como a Apple se tornou dependente da Samsung, sua maior rival no mercado de telefonia?

O Wall Street Journal tenta explicar no artigo que pode ser lido aqui, mas eu tenho minha opinião:

Para crescer, a Apple focou apenas em inovação, sem se preocupar com o processo fabril. O Steve Jobs tinha certeza que seus contratos sempre protegeriam a Apple, e que seu processo de inovação sempre os levaria para a vanguarda da tecnologia. Qualquer lançamento posterior seria invalidado pelo seu pioneirismo. O problema é que essa estratégia estava focada em um gênio (o próprio Steve Jobs), e com sua partida, ficou mais difícil inovar. Em pouco tempo o Google se aproximou em tecnologia e usabilidade, e a Samsung em qualidade dos dispositivos.

E agora, que caminho seguir?

Continuaremos vendo essa disputa no dia-a-dia, nos beneficiando de bons produtos e aumento da concorrência.

 

samsumg-apple

Máquinas perfeitas para o varejo

Desde criança escuto que o homem será substituído pela máquina, mas sempre desconfiei dessa afirmação. Continuo forte com minhas convicções de que nossa capacidade de atendimento e improvisação é insubstituível, mas cada dia que passa a tecnologia ajuda a criar produtos que facilitam nosso dia-a-dia.

Em minhas viagens gostaria de ter tido a oportunidade de esbarrar com máquinas como essa. Aliás, vi uma em funcionamento nos EUA para venda de cosméticos. A novidade para mim é a pizza. Essa solução cairia muito bem nos péssimos aeroportos brasileiros. Pelo menos você poderia comprar comida a qualquer hora do dia.

Vejam os vídeos abaixo para entender o que a Smart4Retail criou.

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Let’s Pizza

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Smartpoint

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Shop2Go

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A velocidade da tecnologia

Compartilho texto publicado no caderno Link do Estado de São Paulo, relatando a velocidade com que a tecnologia nos atinge. Compartilho angústias com alguns entrevistados, já que também joguei no Telejogo (meu primeiro videogame) e no Atari.

O futuro é dos tablets e computadores com telas sensíveis ao toque. Isso é, teremos telas?

Quem assistiu a série Caprica sabe até onde a tecnologia pode nos levar, inclusive com o uso de videogames. Se você não viu e gosta de tecnologia, vale a pena buscar pela internet.

Veja tudo sobre a série Caprica aqui e leia o texto do Estadão aqui.

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O projetor de slides e a sala de aula

Quando fui estudante do Ensino Médio a maior tecnologia que meu colégio possuía era um projetor de slides e um episcópio (equipamento que projetava em uma tela uma folha impressa). Retroprojetores e copiadoras Xerox ou Nashua eram comuns, ainda mais usando toner líquido (quem já usou uma sabe o tamanho porcaria que uma máquina dessas fazia).

Nessa época eu me gabava porque tinha um videogame/computador em casa (Gradiente Expert), onde eu precisava comprar jogos gravados em fita K7, ou digitar códigos monstros para que algo acontecesse na tela da minha TV de tubo. Isso tudo para não comprar os caríssimos cartuchos de jogos.

Pois bem, o tempo passou e nas últimas 2 décadas a tecnologia foi incorporada no nosso dia-a-dia. Essa tecnologia mudou nossa relação de trabalho, a forma com que construímos e solidificamos novas amizades, a maneira com que interagimos com as notícias e permitiu a multiplicação dos pontos de contato com os produtos que compramos ou admiramos. Se isso tudo é verdade (eu sinto que sim), imaginemos o que passa na cabeça de um adolescente em um colégio.

No ano passado estive em uma pequena cidade na região sul do Brasil e visitei um colégio particular, apenas para entender o como ele trabalhava no seu Ensino Médio. Me deparei com uma sala da 3a. série do Ensino Médio onde as carteiras eram aparafusadas no chão, todas viradas para frente e em filas indianas. No mesmo momento eu pensei: “isso é adestramento? Como os alunos conseguem se relacionar? Será que eles tem a liberdade de trabalhar em grupo?”

Ainda veio outra memória na minha cabeça, o seriado Cidade dos Homens, episódio Coroa do Imperador, cena do aluno Acerola viajando enquanto a professora tenta explicar a matéria usando um recurso tecnológico comum em escolas na década de 1990, o projetor de slides (até minuto 3:10):

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O mais interessante é perceber que corremos o risco de repetir o erro do video acima. Ao distribuir tablets para os alunos de escolas e faculdades, Instituições de Ensino renomadas podem cometer o erro de transferir para o equipamento a esperança do sucesso educacional do aluno. Não considero que o fato do aluno passar a ver o conteúdo em uma tela brilhosa e colorida mude sua relação com os tópicos abordados nas disciplinas.

O fato é que na maioria das vezes não há transposição de conteúdos, e sim a transferência da mídia onde eles se apresentam. Associe a isso o risco do professor não ser capacitado o suficiente, ou dos conteúdos não se adequarem a realidade dos alunos, e temos como resultado o uso do projetor de slides em salas onde os alunos não entenderam o porquê estão ali.

O MEC contribui com isso, ao modificar o ENEM para um uma espécie de vestibular nacional, onde os conteúdos cobrados ainda são apresentados como elementos principais, e não como suporte para a construção do conhecimento. Além disso, o MEC contribui ao não forçar que o currículo de formação de professores seja alterado (uma discussão que já tive aqui).

De um lado temos uma estrutura de avaliação que preza o conteúdo, do outro alunos desmotivados com a abordagem tradicional, sendo pressionados temos os colégios e faculdades que precisam de clientes, e por fim os pais dos alunos que sonham que seus filhos tenham um futuro de sucesso e compram a ideia de que a tecnologia é a salvação. E qual a saída para esse impasse?

Aposto na capacitação de professores, principalmente com uso de ferramentas e modelos prontos, ou quase prontos, para que eles possam ser os protagonistas do uso da tecnologia. Isso quer dizer, não basta entregar a tecnologia para alunos e professores, transferir conteúdos e indicar links externos para estudo. Precisamos cuidar para que nossos professores tenham ferramentas facilmente aplicáveis e disponíveis, ao alcance das mãos para auxiliar o dia-a-dia na sala de aula, ou fora dela.

Para finalizar, o sonho de todo o professor é ver o aluno mostrando que entendeu e tem como aplicar o conteúdo trabalhado, em um verdadeiro processo de educação por competências. O mesmo episódio Cora do Imperador, da série Cidade dos Homens, termina  de maneira interessante. Vejam o vídeo abaixo, a partir do minuto 2:32, para entender como o Acelora entendeu a vinda da Coroa para o Brasil.

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A tecnologia como discussão

É interessante o que uma pessoa faz pra passar o tempo. Alguns dormem, outros jogam, poucos leem, talvez pela dificuldade de acesso a algo que gostam de ler, e raros escrevem. Eu faço um pouco de cada.
Nesse momento escrevo para passar o tempo de uma viagem. Por falta de papel e caneta, misturado com um enjoo eterno por escrever em um ônibus, uso meu dispositivo eletrônico e um pouco de paciência em usar apenas dois dedos. E o legal é que preciso monitorar o sinal da internet para terminar a escrita quando ele permitir que eu coloque o texto no blog.
Mas chega de assunto chato. O objetivo aqui é passar o tempo com a ajuda da interpretação. Enquanto escuto meu podcast e escrevo, penso no que trabalho. Essa semana fui convidado para liderar um grupo de estudos no meu trabalho sobre tecnologia. Será que tecnologia é isso que estou fazendo? Acho que não. Encaro a tecnologia como a facilidade de fazer o que queremos na hora que desejamos.
Isso não é simples. Mas a simplicidade é o desafio. O mote do grupo de estudos partirá daqui. Tentarei encaminhar a discussão pela usabilidade, acesso e, o que pra mim é o principal problema, o conteúdo. Essa discussão vai dar o que falar.
Conteúdo pode ser gerado por qualquer um? Quem regula o que é conteúdo válido? O que é conteúdo válido? Até que ponto podemos ser provedores de conteúdos sem prejudicar nossa vida pessoal e profissional? Qual o papel das empresas na disponibilização de conteúdo? Será que esse não deveria ser o papel do governo, em paralelo com os investimentos já realizados em equipamentos e acesso?
Aguardem os resultados do grupo de estudos nesse espaço.
Forte abraço!

YouTube começa a passar programas da CBS na íntegra

O YouTube, maior site de compartilhamento de vídeos da internet, começou a disponibilizar programas inteiros do arquivo da CBS Corp., em mais uma iniciativa no sentido de incluir programação profissional e atrair anunciantes para o site.

Episódios inteiros (20 a 48 minutos) de vários seriados da CBS, como “Jornada nas Estrelas” e “Barrados no Baile”, já estão disponíveis no YouTube. Eles vêm com uma tarja para distinguir o programa integral dos clipes, e poderão ser vistos no novo modo “cinema”.

Fonte: Reuters
13/10/2008

Agora temos mais um concorrente de peso para o Joost!

Essa notícia marca minha volta ao blog! Chega de preguiça! 🙂