Aprenda com quem fez

Está na hora de aprendermos mais com quem fez. A Apple disponibilizou no iTunes 7 entrevistas que o Steve Jobs concedeu a partir de 2003. É um grande aprendizado entender mais o que passa pela mente inovadora dessa personalidade que ajudou a mudar o conceito de uso da tecnologia.

Não perca tempo! Vamos aprender!

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Steve Jobs at the D: All Things Digital Conference (Video) (Audio)

 

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Brincadeira para aprender

Uma das brincadeiras mais intrigantes para mim é o avião de papel. Desde criança me entretenho com a folha de papel, que pode voar, se dobrada e transformada em avião de papel, ou cair, se amassada e transformada em bola. De uma única fonte podemos ter usos diferentes, sem precisar rasgar, cortar ou colar apetrechos.

Nas aulas de física consegui entender o princípio  aerodinâmica e comparar com o formato da asa do avião de papel, ou de um carro de corrida. O equilíbrio perfeito está no formato da asa, na velocidade e em qual efeito queremos produzir. Um bom exemplo é a diferença entre o aerofólio de um Fórmula Indy que corre em circuitos de rua e em circuitos ovais. No primeiro precisa-se de controle para fazer curvas fechadas e manter o carro colado no chão em acelerações rápidas, enquanto em circuitos ovais busca-se apenas a velocidade.

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O legal é perceber que os aviões de papel passaram a ser coisa séria, com campeonatos e estudos científicos para provar que determinada dobradura traz mais estabilidade ou velocidade ao artefato. E o mais legal é ver como esse conceito foi levado para as escolas.

Veja o site do The Paper Airplane Guy, que tem um material bem legal sobre aviões de papel, dobraduras, vídeos e textos, e depois leia sua entrevista para o Makezine, um belo site para quem produz materiais ideias.

Depois disso saia produzindo aviões de papel e distribua mensagens positivas!

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Lição de liderança

Diferente do péssimo exemplo de liderança que o mundo assistiu no fatídico naufrágio do Costa Concórdia (veja aqui), essa semana o Guardiola, técnico do Barcelona, se despediu da torcida. Seu discurso é arrebatador e sua liderança é visível. Mas bom mesmo é observar o respeito dele com as tradições locais.

Isso tudo depois do Barcelona ter perdido o campeonato nacional e a Copa dos Campeões. Líderes são embedidos de respeito, reconhecimento e verdade.

Veja na reportagem veiculada no Globo Esporte, edição de São Paulo, do dia 08 de maio. Lição para todos:

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http://globotv.globo.com/rede-globo/globo-esporte-sp/v/veja-o-discurso-de-guardiola-no-barcelona-em-sua-despedida-da-torcida-no-camp-nou/1938052/

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Os perigos da escola

Passei longos anos da minha vida pensando em formas mais inteligentes e econômicas para proteger crianças em colégios. Pesquisa de novos materiais, investimento em produtos de limpeza mais eficientes e menos tóxicos, reformas e construções planejadas para diminuir riscos de acidentes, treinamentos para professores e auxiliares, proteção em quinas e pisos especiais etc.

Todos que trabalham em escolas ou tem filhos pequenos sabem do que estou falando. Nossas casas ganham travas para gavetas, espumas nas quinas e chaves em portas e armários. Isso sem falar sobre brincadeiras proibidas, como com fogo, facas e ferramentas.

Descobri alguém que pensa ao contrário e que, de certa parte, me convenceu. Aqui está o Gever Tulley, fundador da Tinkering School, e suas apresentações no TED. Vejam os dois videos para entender o que faz essa incrível escola. Depois, repensem a proteção dos seus filhos e alunos.

A escola mais perigosa é a cerceia a liberdade de pensamento, criatividade e ação de seus alunos.

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PS: Estou em busca de um sócio visionário para algo assim, livre, incomum. Algo como uma criança ou um adolescente gostam.

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Vi no Brasil 247.

Finalmente estamos sendo contaminados

Tenho buscado modelos de aulas diferentes, abertos, com linguagem clara e palatável para os jovens. Nem sempre encontro essas características em escolas e com professores comuns. Talvez por isso publiquei comentários e vídeos dos Professores Khan e Bunker Roy.

A fonte de inspiração deles está sendo passada para outros abnegados que, mesmo sem serem professores diplomados (assim como o MEC exige para darem aulas em escolas e faculdades), desempenham papel muitas vezes melhor do que os certificados pelos órgãos (nem sempre) competentes. Esse processo viral está tomando corpo e finalmente vejo alguns protagonistas no Brasil.

Veja aqui um belo exemplo: uma aula clara, dinâmica e simples que, em apenas 4 minutos, consegue explicar o que precisamos saber sobre seleção natural. Dificilmente usaremos mais do que o conhecimento explícito nesse vídeo para o resto de nossas vidas, a não ser que trabalhemos na área. Se esse for o caso, o papel do aprendizado deve ser capitaneado pela faculdade, e não no Ensino Médio.

Parabéns PROFESSOR Carlos Ruas!

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Para conhecer mais o trabalho do cartunista Carlos Ruas acesse seu site: www.umsabadoqualquer.com

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A estratégia de Wisconsin

Estratégia é mais do que imaginar para onde sua empresa deseja ir e traçar planos. Para planejar estratégias é necessário estudar, pesquisar e entender quais são suas fortalezas e fraquezas. Podemos encontrar estratégias em nossa vida, em empresas pequenas e em outras grandes, em governos e em posicionamentos políticos. O problema é que elas nem sempre são claras, objetivas e focadas.

O estado de americano de Wisconsin é reconhecido como um dos grandes produtores mundiais de queijos, sejam eles industrializados em grande escala ou artesanais. Como o americano adora hambúrguer, foi lançado um programa desafiador para encontrar as melhores receitas de Cheese Burguer, usando queijos de Wisconsin, batizado de Cheese & Burguer Society. O resultado você acompanha no site abaixo (aumente o som ou coloque seu fone de ouvido):

O Cheese Burguer da foto é o que eu comerei na minha visita a Wisconsin

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Não deixe de visitar o site da Wisconsin Milk Marketing Board, que promove o Cheese & Burguer Society, além dos produtos da região. Eu chamo isso de estratégia bem desenhada e implementada.

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O Brasil de 2011 é igual aos EUA de 1925

Um recente estudo da Credit Suisse sobre o desenvolvimento de países emergentes comparou as riquezas das populações ao longo da história. O resultado é interessante: hoje os brasileiros possuem o mesmo nível de riqueza do que os americanos em 1925. Se o ritmo de crescimento do Brasil continuar estável, em 2016 teremos o mesmo nível do que os americanos em 1948.

O mais interessante é que a CNBC divulgou seu estudo sobre investimentos internacionais afirmando que o Brasil subiu de 15o. para 5o. no ranking de países que mais receberam fundos, mas entrou no top 10 do ranking de países onde é mais difícil investir o dinheiro, seja pela burocracia, pelas regras confusas ou simplesmente pela corrupção.

Aqui está nosso paradoxo: achamos que estamos ricos, quando ainda não descobrimos como desatar os nós que atrapalham nosso real crescimento. Enquanto estamos preocupados com Copa e Olimpíadas, que acontecerão no curto espaço de tempo, nossa sustentabilidade a longo prazo, que pode ser garantida pelo crescimento na extração e refino do petróleo, além do nosso infinito potencial de extração de ferro e outros minerais e de geração de energia limpa, fica em segundo plano.

Gasta-se mais energia para discutir se pode ou não vender cerveja em estádios de futebol durante a Copa do que se teremos ou não uma regulamentação clara e sólida para a exploração do petróleo, ou estimulando estudos sobre energia sustentável.

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Leia aqui o estudo do Credit Suisse e aqui o relatório da CNBC.