Por que é difícil abandonar padrões?

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Instituições de ensino são dirigidas em 3 camadas: administrativo, pedagógico e gestão. O desafio é trabalhar com inovação nessas camadas, rompendo padrões estabelecidos pela experiência adquirida no dia-a-dia.

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Talvez o pedagógico seja a área mais fácil para abandonar padrões, afinal de contas uma escola tem muito mais educadores do que administrativos. Em geral, soluções educacionais inovadoras são testadas e seus resultados são publicados em revistas e sites. Quando encontramos uma novidade, buscamos mais informações estudo ou ajuda para implantação.

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A administração é uma atividade rotineira e cíclica: contas a pagar, contas a receber, departamento de pessoal, compras, eventos, manutenção e limpeza ocupam a maior parte do tempo de quem é responsável por fazer com que a máquina funcione. Romper padrões na administração significa entender novas formas de executar as mesmas tarefas, gastando menos tempo e com menos recursos.

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Na gestão o problema é maior. Como os gestores educacionais são formados em padrões administrativos já estabelecidos, dificilmente eles rompem padrões, sejam eles para tratar de problemas e emergências ou para inovar. A rotina de um gestor se confunde com a administração diária da instituição. Muitas vezes ele é a referência para a solução de problemas diários, que ocupam seu tempo e não permitem que se estude reais alternativas para inovar na gestão.

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Para romper com esse status, é preciso que o gestor aceite ajuda externa e abandone padrões de pensamento e execução praticados ao longo dos anos.

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Se a sua escola tem problemas para enxergar novidades na gestão, conte com a Vecte para as conhecer mais inovações.

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A importância do professor e seu Major Tom

Em breve começaremos o ano letivo. Mais uma vez a rotina da escola funcionará para acolher alunos, aplacar a ansiedade dos que estão retornando, educar para que eles entendam e sigam as normas, controlar os ímpetos arteiros das crianças, trabalhar conteúdos e estimular a criatividade.

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Cabe a gestão da escola criar as regras, gerenciar a infraestrutura e os recursos, coordenar as ações e controlar os resultados. Fica com o professor a responsabilidade de executar as ações do dia-a-dia. Nele está depositada a confiança do tratamento diário com o aluno e, no fim das contas, o professor é a pessoa que o aluno mais admira na escola (ou pelo menos deveria).

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Imerso em burocracias, regras administrativas e conteúdos que saltam dos livros didáticos, sobra pouco tempo para os professores criarem conexões com os alunos. E são essas conexões que criam a admiração aos curadores de conhecimentos (termo que gosto de usar quando falo de professores).

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Funciona como os curadores de conhecimentos que ficaram em nossas memórias. Eles não eram apenas burocratas de conteúdos e provas, e sim admirados pelo conhecimento e pelos laços que construíram com a gente. Em suas aulas nós viajamos, sentados em nossas carteiras, com o pensamento conectado a sua linha de raciocínio, viajando pelo conhecimento.

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Os que marcaram nossa trajetória na escola nos transformaram em um Major Tom, e precisaram nos chamar para que pousássemos. Mas um real Major Tom não pousa ao final da aula. Ele continua voando em busca de conhecimento e não para nunca.

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Letra da música em inglês e traduzida: Letras.mus.br

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Uma escola que trabalha pela fidelização deve estimular que seu professor seja admirado por alunos e pais, já que ele é o principal elo entre o aluno e a escola.

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Conheça a Vecte e nossas soluções para fidelizar mais alunos.

 

O retrocesso do MEC

Essa é uma carta para os que apoiam o atual Ministro da Educação.

Expresso aqui minha opinião sobre a enrascada que estamos com o Mercadante como Ministro da Educação.

Para introdução, peço que leiam a reportagem: http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,mec-estuda-separar-enem-entre-prova-de-certificacao-e-vestibular,10000006759

A reportagem diz claramente que ele quer dividir o ENEM em 2 porque acha injusto que uma prova tão difícil seja usada como certificação do Ensino Médio, mas que ela pode ser usada como vestibular. Na minha interpretação, isso significa que o caminho do ENEM é mascarar o péssimo resultado das escolas públicas, além de reforçar que a entrada nas Universidades públicas será feita prioritariamente através de 2 sistemas: mérito em uma prova difícil (alunos de escolas particulares) e cotas (que não incluem cotas para pobres).

Em prol de apresentar um resultado numericamente maior, provoca-se o retrocesso no sistema de ingresso a Universidades. É o retorno ao vestibular que fizemos na década de 1990.

Na semana passada tive uma longa reunião com o Prof. Frederic Litto. Ele é presidente da Associação Brasileira de Ensino a Distância, professor emérito da faculdade de educação da USP e um dos fundadores da Escola do Futuro (iniciativa da USP para estudo e pesquisa em metodologias educacionais).

Durante a reunião ele apresentou um estudo dele que indica um caminho bem interessante: hoje temos 85% dos professores atuando em escolas públicas no Brasil (Ensino Básico). O problema é que 85% dos novos formandos em licenciatura e Pedagogia estudam em Universidades particulares, que não são obrigadas pelo MEC a fazer pesquisa. As únicas universidades de educação que fazem pesquisa são as públicas. E adivinha onde nascem as inovações educacionais? Nas Universidades públicas. E onde os professores formados poe ela vão trabalhar? Nas escolas particulares. Por quê? Porque as escolas particulares cobram mais inovação e pagam mais.

Esse ciclo vicioso provoca o aumento da disparidade no resultado dos alunos. Se o ENEM for desmembrado, o abismo será coberto com dados fictícios, já que os alunos das escolas particulares não precisarão fazer mais o exame. As escolas públicas serão comparadas com elas mesmas. Será como eleger o mais são do hospício, ou o mais culto do baile funk, ou o saudável da UTI.

O caminho não é esse, maquiando os dados do sistema. É preciso obrigar que os alunos das Universidades públicas paguem pelo seu estudo com estágios obrigatórios em escolas públicas. É preciso ter metas, medir o resultado e cobrar ações (assim como a legislação educacional prevê). É necessário que o professor seja reconhecido e remunerado pelo seu desempenho e não pelo tempo de “trabalho”.

Sugiro que todos apertem o cinto e fiquem de olho na educação do nosso país. O Mercadante é o ministro de número 63 (incluindo os interinos) em 83 anos de história do MEC. Em média um ministro fica 1,4 anos no cargo. Vamos torcer para que o tempo passe rápido.

 

 

4 dicas para trabalhar a fidelização de alunos a partir do 1º dia de aula

Em poucos dias a rotina volta nas escolas: recepção de alunos, aulas, festas, provas, boletins, recuperações, aprovações e reprovações. Esse ritual, que se repete todos os anos, suga o tempo e a energia realizadora dos gestores. O mergulho nesse dia-a-dia pode ser o maior vilão da inovação e da implantação de novas estratégias para fidelizar os alunos.

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Para fugir dessa situação, aqui vão 4 dicas chave para que você aponte o holofote da gestão para a fidelização dos seus alunos.

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1 – Entenda quem são seus alunos

A princípio você pode achar que essa dica é óbvia, e que sua escola já conhece os alunos. Mas será que isso é verdade? Entender é mais profundo do que conhecer. Quando a escola aprofunda o conhecimento de quem são os alunos, o que eles desejam e valorizam, ganhamos a oportunidade de trabalhar em uma camada mais profunda de ações de curto e médio prazos. O entendimento traz mais assertividade nas ações educacionais, nos investimentos em infraestrutura e em direcionamento do atendimento.

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Para entender é preciso fazer pesquisas, envolver os professores e outros profissionais, perguntar e conversar. Os dados devem ser analisados, as respostas categorizadas e os resultados estudados para auxiliar na tomada de decisões ao longo do ano.

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2 – Aproxime-se dos alunos

Uma escola não pode ser pega de surpresa quando um aluno pede transferência. De todas as atividades profissionais, talvez a escola tenha o relacionamento mais intenso com os clientes. São pelo menos 800 horas de contato intenso por ano (4 horas por dia, durante 200 dias letivos). Essa proximidade deve ser usada para mapear os alunos que tem potencial de sair da escola, permitindo que você personalize o atendimento e trabalhe para que ele não evada.

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3 – Entregue inovação

Os alunos são sedentos por novidades, e muitas escolas são avessas a elas. Em geral os gestores decidem por reformas e manutenções programas para os períodos de férias e recesso, o que provoca a entrega de novidades estruturais apenas em 2 momentos ao ano. A dica é concentrar as grandes reformas em momentos de férias, mas diluir as pequenas manutenções e reformas (geralmente pinturas e novos equipamentos). Assim sua escola pode planejar a entrega de pelo menos 1 melhoria por mês.

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4 – Divulgue os resultados

Não basta fazer, é preciso que os alunos e pais saibam o que a escola faz. Invista no planejamento das suas ações de divulgação em mídias físicas, no seu site e nas redes sociais. Como essa é uma estratégia de marketing inovadora, é possível que sua escola precise de ajuda profissional. O investimento vale a pena para quem trabalha com foco nos resultados.

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Sua escola está pronta para começar a fidelizar alunos?

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Fale com a Vecte para entender mais sobre nossa solução para fidelização de alunos.

O embate entre a aprendizagem virtual e a presencial

A educação a distância é uma das mais poderosas opções para a aprendizagem. Convivemos com essa modalidade desde o início do século XX e os resultados são ótimos. Sem a educação a distância o Nelson Mandela não teria estudado direito enquanto estava preso, não teríamos cursos de manutenção de televisões divulgados em revistas em quadrinhos na década de 1980 e não conseguiríamos educar uma grande quantidade de pessoas a datilografar, quando a máquina de escrever foi introduzida nos escritórios no Brasil.

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Durante os últimos anos estamos vivendo uma nova revolução nessa modalidade. A universalização do acesso à internet e os smartphones passaram a colocar uma quantidade incalculável de informações nas mãos de todos. Os mais velhos podem ter mais dificuldades, justamente porque precisaram aprender a usar a tecnologia depois de terem consolidado um modelo de estudo e aprendizagem linear, tradicional, que necessita basicamente de interação pessoal para gerar conhecimento. A geração de nascidos após os anos 2000 pensa de maneira diferente: eles cresceram dentro da internet, vivendo as redes sociais digitais, com smartphones nos bolsos e conhecimento quase ilimitado nas mãos. Eles aprendem o que, quando e onde quer, em formato não necessariamente linear. E o embate começa nessa mudança de pensamento.

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Enquanto a geração anterior pensa em modalidades que se sobrepõe, os mais novos já entenderam que elas se complementam. Para eles não há diferença entre o mundo real e o virtual. E isso muda tudo.

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Ao ler a recente entrevista com Salman Khan, fundador da Khan Academy, para a NPR, percebemos que é preciso quebrar alguns conceitos que formamos sobre a luta entre a educação tradicional e a educação a distância. O repórter questiona ao longo de todo o texto a necessidade de uma modalidade invalidar a outra, e o Salman Khan defende que não há essa necessidade. Aliás, ele afirma que acredita no sucesso de uma educação global, onde as diversas modalidades se complementam, onde não há mais horários para estudo, e sim motivação para aprender.

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Estamos com o Sr. Khan: pensamos a educação de forma global. Aprendemos em todos os lugares e em todos os formatos. Estamos prontos para o desafio!

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Imagem por FreeDigitalPhotos.net