Diferentes formas de fazer política

Na semana passada o Partido da República – PR (www.partidodarepublica.org.br) abadonou a base do governo Dilma-PT por que recebeu uma negativa de ministério. Isso quer dizer, o partido no Brasil apoia um governo que dá cargos para ele. O PR não estava interessado em um ministério específico, e sim em qualquer um. Desde que tivesse o poder de decidir algo como ministro, não tem problema. Como não ganhou o ministério, saiu da base do governo.

Da mesma maneira o Senador Marcelo Crivella-PRB ganhou de presente o Ministério da Pesca, de suma importância para o cenário nacional, em troca do apoio da bancada evangélica para a candidatura do Haddad a prefeitura de São Paulo. Interessante como as questões se invertem: o Crivella é tão ligado ao seu partido que a legenda do PRB não aprece em seu site! Veja: marcelocrivella.com.br

Enquanto isso, do outro lado da linha do equador, a campanha para presidente dos Estados Unidos está a pleno vapor. A eleição será em novembro, mas a mobilização é grande em ambos os lados. Diferente do Brasil, nos Estados Unidos há três partidos: o de direita (Republicanos), o de esquerda (Democratas) e os Verdes. Todos os demais candidatos são independentes, e qualquer um pode ser candidato a qualquer cargo, não importando se está ou não filiado a um partido.

Pois bem, suspeito (eu disse suspeito) que os partidos no Brasil gostam de ministérios porque ficam mais próximos do poder de decisão e na facilidade de criar caixa dois para campanhas. Ainda assim, as doações legalizadas no Brasil precisam ser registradas na Justiça Eleitoral no Imposto de Renda (Pessoa Física ou Pessoa Jurídica). Eu também suspeito (eu disse suspeito) que os partidos gastem mais do que declaram para eleger seus candidatos.

Enquanto isso, do outro lado da linha do equador, a campanha americana é sustentada por voluntários e doações privadas. Faz parte da cultura deles divulgar os volumes financeiros de arrecadação e para onde está indo o dinheiro. Hoje de manhã a campanha do Obama divulgou o balanço de fevereiro de 2012. Veja o resultado abaixo:

  • 348.000 pessoas doaram mais de US$ 45 milhões para essa campanha.
  • 105.000 pessoas que doaram em fevereiro apoiaram essa campanha pela primeira vez.
  • 97,7% das contribuições de fevereiro foram de US$ 250 ou menos, com média de US$ 59,04 por doação.

O original está aqui.

O vídeo com os resultados de fevereiro está abaixo:

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As perguntas que não deixo de fazer são:

  • Quem no Brasil doa dinheiro como voluntário para uma campanha política aqui?
  • Por que os partidos políticos brasileiros não são transparentes como em qualquer país civilizado?

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