Hoje é dia de música

Depois do cinema chega a hora da música. Gosto muito de interpretações (ou pegadas) diferentes em músicas ou estilos tradicionais. Valorizo a interpretação, a criatividade e a coragem de cantores e bandas ao apresentarem o mesmo como novo.

Sonho com esses momentos de criatividade em empresas e escolas, sendo protagonizados por professores, analistas, coordenadores, gerentes e diretores.

Aumente o som!

.

João Sabiá

Canal no Youtube: http://www.youtube.com/user/SabiaVideos

Coisinha Danada

.

Banda Dona Joana

Canal no Youtube: http://www.youtube.com/user/bandadonajoana

Saudade Bandida

.

Black Zeppelin Project

Canal no Youtube: http://www.youtube.com/user/blackzeppelinproject

Kashmir

Anúncios

Especial publicidade no cinema

Se tem uma coisa que gosto é ir ao cinema e chegar antes do filme começar para ver as propagandas e trailers. A sensação de ver no cinema a mesma propaganda que temos contato em nossas televisões é completamente diferente. As poltronas, o escuro, o tamanho da tela, o som, o cheiro da pipoca, tudo é diferente.

Para completar isso duas grandes empresas promoveram nos últimos meses ações de marketing em cinemas, a Natura e a Calsberg. São dois produtos distintos, mas as ações tiveram pelo menos um objetivo semelhante: surpreender o cliente com uma ação inesperada.

Copio abaixo o comentário que as empresas colocaram abaixo de seus vídeos no Youtube:

Natura

Para dar continuidade ao lançamento da nova linha Natura Plant, a Natura fez uma parceria com o site Ingresso.com. Permitimos, no momento da compra do ingresso, que as pessoas que levassem uma mulher ao cinema pudessem gravar uma homenagem para ela em suas webcams. A homenagem seria exibida antes da sessão escolhida. O resultado foi surpreendente. Confira.

.

Calsberg

Carlsberg stunts in Belgium with 148 bikers in a movie theatre.
Some innocent couples want to take their seat, but the room is filled with not-so- friendly gentlemen… How will they react?

.

O projetor de slides e a sala de aula

Quando fui estudante do Ensino Médio a maior tecnologia que meu colégio possuía era um projetor de slides e um episcópio (equipamento que projetava em uma tela uma folha impressa). Retroprojetores e copiadoras Xerox ou Nashua eram comuns, ainda mais usando toner líquido (quem já usou uma sabe o tamanho porcaria que uma máquina dessas fazia).

Nessa época eu me gabava porque tinha um videogame/computador em casa (Gradiente Expert), onde eu precisava comprar jogos gravados em fita K7, ou digitar códigos monstros para que algo acontecesse na tela da minha TV de tubo. Isso tudo para não comprar os caríssimos cartuchos de jogos.

Pois bem, o tempo passou e nas últimas 2 décadas a tecnologia foi incorporada no nosso dia-a-dia. Essa tecnologia mudou nossa relação de trabalho, a forma com que construímos e solidificamos novas amizades, a maneira com que interagimos com as notícias e permitiu a multiplicação dos pontos de contato com os produtos que compramos ou admiramos. Se isso tudo é verdade (eu sinto que sim), imaginemos o que passa na cabeça de um adolescente em um colégio.

No ano passado estive em uma pequena cidade na região sul do Brasil e visitei um colégio particular, apenas para entender o como ele trabalhava no seu Ensino Médio. Me deparei com uma sala da 3a. série do Ensino Médio onde as carteiras eram aparafusadas no chão, todas viradas para frente e em filas indianas. No mesmo momento eu pensei: “isso é adestramento? Como os alunos conseguem se relacionar? Será que eles tem a liberdade de trabalhar em grupo?”

Ainda veio outra memória na minha cabeça, o seriado Cidade dos Homens, episódio Coroa do Imperador, cena do aluno Acerola viajando enquanto a professora tenta explicar a matéria usando um recurso tecnológico comum em escolas na década de 1990, o projetor de slides (até minuto 3:10):

.

O mais interessante é perceber que corremos o risco de repetir o erro do video acima. Ao distribuir tablets para os alunos de escolas e faculdades, Instituições de Ensino renomadas podem cometer o erro de transferir para o equipamento a esperança do sucesso educacional do aluno. Não considero que o fato do aluno passar a ver o conteúdo em uma tela brilhosa e colorida mude sua relação com os tópicos abordados nas disciplinas.

O fato é que na maioria das vezes não há transposição de conteúdos, e sim a transferência da mídia onde eles se apresentam. Associe a isso o risco do professor não ser capacitado o suficiente, ou dos conteúdos não se adequarem a realidade dos alunos, e temos como resultado o uso do projetor de slides em salas onde os alunos não entenderam o porquê estão ali.

O MEC contribui com isso, ao modificar o ENEM para um uma espécie de vestibular nacional, onde os conteúdos cobrados ainda são apresentados como elementos principais, e não como suporte para a construção do conhecimento. Além disso, o MEC contribui ao não forçar que o currículo de formação de professores seja alterado (uma discussão que já tive aqui).

De um lado temos uma estrutura de avaliação que preza o conteúdo, do outro alunos desmotivados com a abordagem tradicional, sendo pressionados temos os colégios e faculdades que precisam de clientes, e por fim os pais dos alunos que sonham que seus filhos tenham um futuro de sucesso e compram a ideia de que a tecnologia é a salvação. E qual a saída para esse impasse?

Aposto na capacitação de professores, principalmente com uso de ferramentas e modelos prontos, ou quase prontos, para que eles possam ser os protagonistas do uso da tecnologia. Isso quer dizer, não basta entregar a tecnologia para alunos e professores, transferir conteúdos e indicar links externos para estudo. Precisamos cuidar para que nossos professores tenham ferramentas facilmente aplicáveis e disponíveis, ao alcance das mãos para auxiliar o dia-a-dia na sala de aula, ou fora dela.

Para finalizar, o sonho de todo o professor é ver o aluno mostrando que entendeu e tem como aplicar o conteúdo trabalhado, em um verdadeiro processo de educação por competências. O mesmo episódio Cora do Imperador, da série Cidade dos Homens, termina  de maneira interessante. Vejam o vídeo abaixo, a partir do minuto 2:32, para entender como o Acelora entendeu a vinda da Coroa para o Brasil.

.

Não deixem de fazer comentários!

O problema do Ensino Médio no Brasil

Não costumo copiar reportagens publicadas em outros sites, mas o trabalho que o iG fez ao analisar o Ensino Médio no Brasil está muito bom.

A Fundação Unibanco discutiu o tema em 2008, em seu seminário anual, que teve o título “A Crise de Audiência no Ensino Médio”. No evento o economista Ricardo Paes de Barros discorreu sobre as horas líquidas de estudo de um aluno no Ensino Fundamental e Ensino Médio no Brasil.

Leia aqui Revista do Seminário do Instituto Unibanco e aqui a apresentação do Ricardo Paes de Barros.

Indico que vocês leiam a reportagem abaixo e entendam porque nosso Ensino Médio é um fracasso. Somo ao problema das horas líquidas de estudo ao currículo completamente destoante da necessidade de um adulto. Não me lembro, por exemplo, de ter usado o conhecimento adquirido em Biologia na minha vida adulta. Até hoje não sei porque aprendi a função do Complexo de Golgi, já que estudei Engenharia Civil, Pedagogia e Gestão de Empresas.

Boa reflexão para todos!

.

De 4 horas diárias, alunos do ensino médio aprendem só em 1h44

Ibope usa pela primeira vez método para medir a audiência nas escolas e chega a este resultado em um grupo experimental médio

Da carga horária anual de 800 horas previstas pela legislação brasileira para as escolas de ensino médio, apenas 43%, ou 344, são efetivamente de atividades de aprendizado. No restante, ou não há aula ou o aluno não está lá para aprender. O dado é de um estudo inédito realizado pelo Ibope em 18 escolas públicas para medir a “audiência” desta etapa de ensino.

A audiência neste caso é dada pela soma de dois fatores. O primeiro, chamado de “oportunidade de ensinar”, foi calculado sobre as aulas efetivamente dadas e o segundo de “oportunidade de aprender” extrai do anterior o tempo em que o estudante estava em classe.

O resultado foi alarmante. Entre as 4 horas de aula que são obrigatórias por dia, apenas em 1 hora e 44 minutos o professor está oferecendo uma atividade aos estudantes e eles estão presentes para participar. “Mais da metade do tempo é qualquer outra coisa, que não aprendizado”, diz Ana Lima, diretora-executiva do Ibope.

A superintendente-executiva do Instituto Unibanco, Wanda Engel, destaca a importância do dado em um momento em que o governo estuda a possibilidade de aumentar a carga horária. “Não adianta aumentar o prato, se não tem comida dentro. Neste momento, deveríamos pensar em garantir estas quatro horas diárias.”

Metodologia

Como mesmo entre 18 escolas havia muita disparidade, a pesquisa dividiu o resultado em três grupo. O primeiro de “alta audiência”, o segundo de “média audiência” e o terceiro de “baixa audiência”. “Não adianta uma pessoa colocar a cabeça no forno o pé na geladeira depois pegar um termômetro e dizer que a temperatura está média”, explica Ana Lima.

A audiência de 43% é relativa ao grupo médio. No primeiro, há cerca de 2 horas e 13 minutos de atividades diárias com a presença de alunos ou audiência final, ainda pequena, de 55%. No pior cenário, o total cai para 32% ou 1 hora e 17 minutos.

Para chegar aos dados finais foram usados dois critérios. O primeiro, “oportunidade de ensinar”, foi medido por observadores que frequentaram todas as aulas de duas turmas em cada escola por uma semana em cada mês durante os 10 meses letivos do ano. Eles anotavam dois componentes: se havia aula e em que momento ela começava e acabava – medindo a partir do primeiro instante em que o professor iniciava qualquer proposta e terminando com a saída dele. Para cada aula existente, o tempo médio foi de 43 minutos.

No primeiro grupo, de alta audiência, esse primeiro critério atingiu 83% das aulas previstas. No segundo grupo 71%, e no terceiro, 58%. A partir deste primeiro filtro, entrava o segundo critério, chamado de “oportunidade de aprender”, que levou em conta quantos alunos estavam em sala no tempo em que houve aula e os resultados foram respectivamente 66%, 61% e 55%. Para a conta final o porcentual do primeiro critério é multiplicado pelo segundo, ou seja:

Exemplo do 1º Grupo 
Total de horas por dia: 4 horas
Porcentual em que houve aula: 83% (3 horas e 12 minutos)
Porcentual de alunos que estavam nas aulas: 66%
Média de horas aproveitadas pela turma toda (83 x 66 = 55%): 2 horas e 13 minutos

Do desperdício de oportunidade de ensinar, o principal fator, são as faltas do professores. No primeiro grupo, professores faltaram em 5% das aulas. No segundo, as faltas sobem para 12% e no terceiro atingem 19%.

A metodologia do estudo será disponibilizada para as escolas, para que as instituições possam medir sua própria audiência.

.

Série especial sobre fracasso no ensino médio

Leia também

.

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo | 17/11/2011

Desemprego nos Estados Unidos

Todo país que entra em crise expõe mais de uma face para o mundo. Geralmente elas são ligadas a escândalos de corrupção, descontroles de gastos, aumento da violência e empobrecimento da população. Considero que o maior dano é a paralisia em setores que podem resgatar o país da crise e levá-lo ao crescimento novamente, como ensino e pesquisa, saúde e inovação.

Os Estados Unidos são o retrato da atual fase que os países ricos passam. A crise americana ainda não tem data prevista para o fim. Não sou alarmista, mas os dados da McKinsey são assustadores: os índices de desemprego não conseguem se recuperar e a economia segue fragilizada. O quadro abaixo reflete o status atual de desemprego, em comparação com crises anteriores.

A vantagem é que o sistema educacional não parou. As pesquisas continuam e os dados estão cada vez mais fáceis de serem interpretados por não acadêmicos. Parece que nossas Universidades precisam aprender com os americanos…

Leia aqui o estudo completo publicado pela McKinsey.

 

Stanford University e o Google

Como todos sabem, o Google foi criado em um laboratório da Universidade de Stanford. Alguns anos depois, a Universidade buscou seus fundadores e gravou esse vídeo, onde eles contam como se conheceram e como o ambiente acad~emico e de pesquisa ajudou o início da empresa.

Gostaria de ver Universidades brasileiras produzindo vídeos com seus egressos de sucesso. Uma iniciativa barata, que estimula a entrada de novos alunos e ratifica o trabalho realizado.