Trabalho em conjunto

Uma das vantagens do trabalho em conjunto é poder contar com as pessoas certas para registrar e compartilhar os bons momentos profissionais. O Vinicius Antunes, grande escritor e educador com dom de didática incomparável, me acompanhou na palestra Gestão por Competências.

O texto escrito pode ser lido no seu site (Desensino).

Boa leitura para todos!

 

Gestão por Competências

Hoje ministrei palestra sobre Gestão por Competências no 9o. Encontro Nacional dos Profissionais de Recursos Humanos dos Fundos de Pensão, promovido pela Abrapp.

Falar sobre Competências para Coordenadores e Gerentes de RH não é uma tafera fácil, ainda mais quando o tempo de apresentação é curto (30 minutos). O foco foi o esclarecimento de conceitos e a defesa que a Gestão por Competências apenas tem sentido se ela obedecer os objetivos estratégicos da empresa.

Agradeço a MegaMind pela oportunidade de ingressar como Consultor Associado com o pé direito.

Veja a apresentação e comente.

Curso de Orçamento e Gestão Financeira para Escolas

Nos dias 25 e 30/11 ministrarei curso de Orçamento e Gestão Financeira – Como Preparar sua Escola para 2012. Abaixo os detalhes do curso:

 

Orçamento e Gestão Financeira – Como Preparar sua Escola para 2012 


Infantil, Fundamental, Médio, Técnico e Profissionalizante | Inscreva-se
Data: 25/11 Horário: 8h30 às 17h30 Local: Rio de Janeiro/RJ
Data: 30/11 Horário: 8h30 às 17h30 Local: São Paulo/SP

Porque Participar deste Seminário?

  • Você receberá instrumentos para planejar  a gestão da instituição para 2012;
  • Diminuirá os riscos nas decisões e usará melhor o planejamento em favor do negócio educacional;
  • Conhecerá  ferramentas amigáveis e de fácil interpretação para suportar as decisões de gestão;
  • Este seminário apresentará ferramentas, exemplos e interpretações que poderão ser usadas por profissionais que não são da área financeira;
  • Ao final será entregue CD com a íntegra do seminário e as ferramentas que serão apresentadas.

Destaques do conteúdo

  • A importância de implantar gestão orçamentária, monitorar e corrigir desvios;
  • Você conhece todos os custos da sua instituição?;
  • Como elaborar Orçamentos, mesmo em instituições que não têm essa prática?;
  • Os principais erros ao se realizar Orçamentos;
  • Como acompanhar se o Orçamento está sendo executado da maneira correta?;
  • O Fluxo de Caixa como aliado na gestão da instituição;
  • Como a área pedagógica pode ajudar ou atrapalhar o orçamento?;
  • Como compartilhar resultados com sua equipe?;
  • O que é importante saber para que apenas as informações relevantes sejam compartilhadas?;
  • Controle, avaliação e realimentação do seu orçamento.
  • e muito mais…

Outras Informações

Apresentador: Prof. Denis Drago
Data: 25/11 Horário: 8h30 às 17h30 Local: Rio de Janeiro/RJ
Data: 30/11 Horário: 8h30 às 17h30 Local: São Paulo/SP

Investimento por pessoa:Até 31/10 R$ 430,00 – 10 dias antes do evento R$ 460,00 – Após o prazo R$ 495,00.

Insclusos: Serviços de café, material didático e certificado de participação.

Inscrição: Acesse aqui para inscrever-se pelo site ou por Telefone: (11) 2673-0231 – 2673-2241

A responsabilidade do professor

A Fundação Itaú Social trouxe para o Brasil o Economista e estudioso de Educação David Figlio para um seminário sobre Avaliação Econômica de Projetos Sociais. A jornalista Ocimara Balmant, de O Estado de São Paulo, em entrevista com o David, conseguiu uma resposta interessante a uma pergunta simples:

Quais os caminhos para melhorar o rendimentos dos alunos?

É uma pergunta difícil. Há poucos estudos que oferecem uma prova definitiva. Uma coisa que sabemos é que professores excelentes fazem uma grande diferença, mas não temos tido sucesso em definir formas consistentes de treinar os docentes ou em identificar quem será excelente antes de começar a lecionar. Por outro lado, as escolas conseguem estimular o desempenho dos alunos quando eles são desafiados. Fica claro, então, que há políticas e práticas que podem funcionar. Minha pesquisa atual envolve a observação do que as melhores escolas têm feito e verificar se as que fazem as mesmas coisas em diferentes contextos conseguem resultados diferentes.

A resposta do David Figlio casa exatamente com o que escrevi em 2008 e postei ontem no site. A formação do professor deve ser anterior a sua chegada a escola, já que suas influências educacionais partem da infância. O professor de hoje reproduz exatamente suas as práticas educacionais que ele vivenciou ao longo de pelo menos 14 anos de experiência como aluno em escolas, somados a técnicas e práticas adquiridas na Universidade.

Se o professor da Universidade não for formado para trabalhar uma nova prática educacional, não há programa de formação de professores que funcione em redes públicas ou privadas de ensino.

É claro que isso não invalida os programas de capacitação de professores, mas está claro que sua eficácia será maior se ele vier acompanhado de ferramentas educacionais que efetivamente possam ser usadas na sala de aula. Assim os colégios poderão capacitar e instrumentalizar os professores, compartilhando os resultados positivos ou não com eles.

A formação do novo professor

Conforme prometido, aqui vai o terceiro e último texto escrito em 2008 para publicação no newsletter da Humus Educacional.

O interessante é que o tempo passa e os problemas não são resolvidos.

A partir de amanhã publicarei novos textos, analisando o cenário atual e esclarecendo problemas e soluções sobre a Gestão de colégios. Você tem uma sugestão de tema? Comente ou envie e-mail.

Boa leitura!

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O que determina o sucesso de uma organização educacional?

Em 2007 eu escrevi uma série de 3 textos para a Humus Educacional publicar em seu newsletter. O último deles, que tem o título O Sistema Educativo do Brasil, foi publicado aqui. Como os temas estão mais atuais do que nunca, resolvi postar os dois primeiros textos, um de cada vez, para vocês lerem e criticarem.

O primeiro está abaixo e o próximo será postado na próxima semana. Boa leitura!

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O que determina o sucesso de uma organização educacional?

 

No último artigo, publicado pela Humus News em novembro de 2007, deixei um questionamento: o que determina o sucesso de uma organização educacional? Escuto essa questão desde o primeiro projeto de gestão estratégica que trabalhei, realizado em uma pequena escola do Rio de Janeiro. E desde então a resposta é a mesma: ninguém pode garantir o sucesso rápido de um negócio educacional sem antes conhecer profundamente suas crenças educacionais, metodologias, equipes de funcionários e docentes, plano de desenvolvimento de pessoal, além da sua missão, visão e plano estratégico.

O sucesso de uma empresa não pode ser determinado apenas por uma ação, um projeto ou uma dimensão do negócio. O sucesso é sempre conseqüência de uma série de atitudes organizacionais, frutos de escolhas acertadas do seu gestor, sempre coerentes às crenças educacionais traduzidas em metodologias aplicadas em sala de aula.

Mas, para começar a pensar nas atitudes organizacionais é necessário entender o que é o serviço educacional. Segundo LOVELOCK e WRIGHT (2001), o serviço educacional é classificado como ações intangíveis, de entrega contínua, realizadas simultaneamente entre a organização e seu cliente, e, apesar de proporcionar um alto contato pessoal, é de baixa customização. A competitividade do setor educacional leva o cliente a perceber que o serviço pode ser agregado a valores até então não cobrados, como por exemplo, instalações físicas compatíveis com o valor pago, melhor atendimento aos pais, participação no processo de decisão pedagógica e inserção de novas tecnologias à educação. E, já que o cliente é aquele que recebe e usufrui o serviço educacional, não é possível restringi-lo apenas a atividade de aprendizagem do aluno.

Os estudos já realizados sobre o sucesso em organizações educacionais apontam que é necessário investir em metodologias e pessoas. A dissertação de mestrado de SANTOS (2000), por exemplo, propõe a análise do comportamento de atração e manutenção de alunos em escolas de idiomas. Como resultado a autora afirma que quanto maior o tempo de permanência de professores na instituição, maior a taxa de manutenção dos alunos.

Em artigo apresentado por MARTINS (2004) no XXVIII Encontro da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Administração – EnANPAD, são relacionados o desempenho educacional e o desempenho financeiro em uma organização educacional de Ensino Básico. Segundo o autor, realizar investimentos no gerenciamento de práticas relacionadas à melhoria de indicadores de desempenho educacionais, provavelmente resultará em desempenho financeiro satisfatório. Isso quer dizer que ao determinar, acompanhar e gerenciar indicadores educacionais, com desenvolvimento ou incorporação de novas metodologias, a organização educacional estará mais próxima da melhoria de seu resultado financeiro. E isso só é possível se a escola investir em seu quadro de profissionais que trabalham com o desenvolvimento educacional (coordenadores, professores e auxiliares).

Esses estudos indicam que, ao investir em novas metodologias educacionais e na capacitação e manutenção dos professores, a escola consegue obter melhores resultados gerenciais, financeiros e pedagógicos, já que essa se torna a melhor maneira de tangibilizar o serviço educacional.

Em uma organização que viabiliza a construção de conhecimento, como uma escola, a primeira ação a ser tomada para o desenvolvimento de pessoas é a identificação do potencial de conhecimento da organização. É necessário buscar o que a organização sabe e transformar este conhecimento tácito em conhecimento reutilizável e acessível. A segunda ação é garantir a criação de conhecimentos únicos, que podem ser aproveitados em atividades criadoras de valor ou com a finalidade de melhorar a utilização de conhecimentos considerados públicos, por estarem acessíveis a todos, sejam da empresa ou de seus concorrentes (PORTER, FAJEY e NARAYANAN, apud VON KROGH, 2001). E em uma atividade em que trabalhamos com pessoas para educar pessoas, a organização apenas constrói conhecimento se todos os colaboradores (do zelador ao diretor) participarem ativamente do processo.

Portanto, são compreendidos como fatores críticos de sucesso para uma organização educacional: o desenvolvimento do processo de gestão do conhecimento alinhado à clareza da visão da empresa por sua liderança; a valorização e manutenção do quadro de professores e funcionários; e o desenvolvimento dos colaboradores da organização.

Mas, como as empresas que não são do setor educacional entendem a relação entre o conhecimento e o sucesso? O National Institute of Standards and Technology – NIST realiza, desde 1987, o Baldrige National Quality Program, que estabelece critérios educacionais para excelência em performance para a premiação de empresas dos Estados Unidos. Os critérios foram desenhados para ajudar organizações a desenvolver sistemas de gerenciamento de performance e monitoramento de resultados em três principais áreas:

  1. Qualidade da educação e da estabilidade organizacional;
  2. Eficácia organizacional e capacitações;
  3. Aprendizagem organizacional e pessoal.

Ao determinar as áreas a serem avaliadas, o Instituto leva em consideração valores e conceitos relacionados à liderança, aprendizagem voltada para a educação, capacidade de aprendizagem dos indivíduos da empresa, qualidade dos colaboradores de apoio e parceiros estratégicos, agilidade, foco no futuro, capacidade de gerenciamento de inovações, gerenciamento de fatos imediatos, responsabilidade social, foco no resultado e na criação de valor e atendimento das necessidades dos clientes.

Os fatores analisados pelo Instituto se confundem com os descritos anteriormente. Ao prezar pela qualidade dos colaboradores de apoio, compreende-se que todos da organização educacional devem ser desenvolvidos. Ao cobrar a manutenção do foco no futuro, deposita-se sobre a liderança da organização a manutenção da clareza da visão aliada ao desenvolvimento do processo de gestão do conhecimento. Ao analisar a capacidade de aprendizagem dos indivíduos da escola, questiona-se sobre a competência que a organização adquiriu para atrair, desenvolver e manter os professores e demais colaboradores.

Dessa maneira, compreende-se que, para as organizações educacionais, os fatores críticos de sucesso estão relacionados com o poder de atrair e manter talentos através do desenvolvimento dos seus colaboradores, mantendo em sua liderança pessoas capazes de alinhar a visão da empresa com o desejo de todos.

Essa conclusão traz outro questionamento: COMO atrair, manter e desenvolver talentos em organizações educacionais, respeitando o orçamento? Não deixe de ler a resposta no próximo artigo.

Orçamento Educacional e Gestão

O histórico das empresas educacionais privadas no Brasil mostra que as que estão presentes há mais de 20 anos no mercado foram criadas por educadores apaixonados, grupos religiosos ou associações de classe, ligadas a outro país ou de interesse comum. Em todos esses casos o processo de gestão não era o maior complicador, e sim o desenvolvimento educacional.

Nos últimos 20 anos, percebemos, em geral, dois movimentos distintos: criação de novas empresas no ramo educacional por parte de grupos empresariais e aumento da concorrência, fruto do aumento da quantidade de vagas e/ou diminuição na quantidade de clientes. Nos dois casos a consequência imediata é o aumento da concorrência e a necessidade de aliar a preocupação com o desenvolvimento educacional com o desenvolvimento em gestão.

Os antigos Diretores, que já tinham a preocupação em garantir a qualidade educacional, passaram a investir seu tempo em entender como os colégios podem dar resultados financeiros positivos. Os novos Diretores, que já ingressaram no mercado com essa preocupação, também se ocupam em entender como o colégio pode progredir financeiramente.

Para entender esse caminho da gestão algumas metodologias aplicadas em empresas de outros segmentos foram trazidas para o setor educacional. Falou-se sobre Down Size, Reengenharia, Gestão por Resultados e outros. A questão é que a maior parte delas foi encapsulada como soluções mágicas, sem serem adaptadas ao setor educacional e testadas em colégios dos mais variados portes. A esse problema soma-se a falta de produção acadêmica em gestão educacional. O tema é pouco estudado em Universidades públicas ou privadas, que não possuem linhas de pesquisas na área em seus programas de mestrado e doutorado.

Como solucionamos a questão? Em primeiro lugar precisamos tratar o colégio como uma empresa, sem dissociar o pedagógico do administrativo. Gestão é tudo e não apenas uma parte. Depois precisamos aceitar que as ferramentas de gestão que não foram criadas para o setor educacional podem, e devem, ser usadas, desde que sejam adaptadas e testadas. Por fim, precisamos integrar todos no planejamento, controle e avaliação da empresa, sejam no âmbito educacional ou administrativo.

A metodologia de Orçamento e Gestão parte do princípio que um colégio é uma empresa que precisa trazer resultados educacionais e financeiros positivos para sua mantenedora, seja ela com ou sem fins lucrativos. A partir do momento em que esse princípio ficar claro toda comunidade educativa, o colégio precisa integrar suas principais áreas para seu planejamento.

No ponto de vista da Gestão, tratamos esse tema com base em um orçamento único para o colégio. Ele deve contemplar o desenvolvimento educacional e respeitar o resultado financeiro esperado pela mantenedora. Para sua realização é preciso avaliar alguns pontos:

  • O colégio tem seu planejamento educacional elaborado para o período de, no mínimo, 5 anos?
  • O colégio sabe quem é seu cliente, de onde ele vem e o que ele espera como resultado educacional para seu filho?
  • O colégio sabe quais são seus custos e os classifica?
  • O colégio sabe quais são suas receitas e as classifica?

Depois desses pontos determinados o colégio terá a base da elaboração do seu orçamento.

E para que serve o orçamento?

Em primeiro lugar o exercício pela elaboração de um orçamento traz para a gestão do colégio a memória dos seus gastos, registra resultados e expõe com detalhes de onde vem a receita e para onde vão os gastos. Ao realizar um orçamento o colégio tem uma ótima oportunidade de compartilhar decisões de investimentos e despesas gerais com a área pedagógica, sem expor necessariamente seu resultado. Por fim, o orçamento deve ser usado como instrumento de acompanhamento da gestão de um colégio, tendo seu resultado comparado com sua execução, ano a ano.

Quer entender mais sobre a elaboração de um orçamento, através de ferramenta simples e eficaz, e depois aprender como acompanhar sua execução? Faça o curso Orçamento e Gestão Financeira: Como Preparar sua Escola para 2012 que eu realizarei em conjunto com a DMC Consultoria e Treinamento.

Enviarei os detalhes em breve.