Mesmo depois de alguns anos de grande investimento em Educação a Distância, feitos quase exclusivamente por grupos privados, parece que a tendência não é modismo. Lamentamos o fato do MEC confundir qualidade com infraestrutura, bons professores com quantidade de diplomas e certificação profissional com conhecimento atestado com certificados.
Estamos caminhando rapidamente para a pluralidade de meios na Educação a Distância, com a velocidade que o mercado pode impulsionar e, ao mesmo tempo, o MEC endurece, com a força da caneta, as regras que dizem que apenas uma instituição, autorizada por eles, pode dizer se você é ou não capaz de fazer algo, de pensar diferente, de produzir saber.
Hoje o grupo Abril Educação comprou parte da Escola Satélite, empresa que dispõe de um canal por satélite que trafega apenas conteúdo educacional. A Abril Educação abre uma janela em 30 milhões de lares brasileiros para levar seus conteúdos, sejam eles formais ou não, para os cantos mais distantes ou próximos da sua casa.
Veja abaixo o comunicado publicado na Comissão de Valores Mobiliários e tente compreender onde podemos chegar.
Que venha o futuro do conhecimento pelo sabor da curiosidade, pela vontade de aprender!
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ABRIL EDUCAÇÃO S.A. CNPJ/MF nº 02.541.982/0001-54 NIRE 3530017583-2 Companhia Aberta de Capital Autorizado
FATO RELEVANTE INVESTIMENTO NA ESCOLA SATÉLITE S.A.
Abril Educação S.A (“Companhia”), em atendimento ao disposto no §4º do Art. 157 da Lei nº 6.404/76 e na Instrução CVM 358/02, conforme alterados, vem a público informar que nesta data a sua subsidiária CAEP – Central Abril Educação e Participações Ltda. (“CAEP”) celebrou Contrato de Compra e Venda, de Investimento, de Opção de Venda e Outras Avenças (“Contrato”) tendo por objeto (i) a aquisição de 10% (dez por cento) das ações ordinárias representativas do capital social da Escola Satélite S.A. (“Escola Satélite”), empresa detentora de autorização concedida pela Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) e que atua no segmento de prestação de serviços e elaboração, produção e coordenação de cursos telepresenciais, mediante o uso de capacidade de satélite contratado com terceiros; e (ii) a subscrição e integralização pela CAEP de novas ações ordinárias a serem emitidas pela Escola Satélite, todas nominativas e sem valor nominal (a “Operação Escola Satélite”). Uma vez obtida a anuência prévia a ser concedida pela ANATEL, a Operação Escola Satélite será concluída, e a CAEP passará a ser a titular de 51% (cinquenta e um por cento) do total das ações ordinárias de emissão da Escola Satélite. A CAEP passa a ter também o direito de aquisição dos outros 49% do capital da empresa em diversas parcelas ao longo de um período de no máximo 8 anos, por um múltiplo de EBITDA da Escola Satélite equivalente a 80% do múltiplo pelo qual as ações da Abril Educação estiverem sendo cotados em bolsa de valores. Com a Operação Escola Satélite a Companhia se prepara para oferecer às mais de 1.400 escolas associadas aos seus Sistemas de Ensino a possibilidade de distribuição de serviços de ensino à distância de preparação para testes e concursos, de idiomas, de cursos livres, dentre outros. Para a oferta destes cursos a Companhia irá aproveitar-se de sua capacidade de geração de conteúdo e de sua associação com os melhores professores de curso médio de suas escolas próprias e com os autores com quem mantém relacionamento próximo em seus negócios editoriais. A Companhia projeta ainda a redução de cerca de R$1,5 milhão por ano em custos de serviços de apoio pedagógico prestados às suas escolas associadas, por meio da substituição de custos de viagens e de pessoal com a prestação destes mesmos serviços via satélite, com maior frequência e qualidade. Em 2011 a Escola Satélite, fundada em 2008, prestou serviços de capacitação e educação telepresencial a mais de 650 escolas privadas e públicas, tendo equilibrado receitas e custos. O valor total da Operação Escola Satélite é de R$6.172.107,00 (seis milhões cento e setenta e dois mil, cento e sete Reais). A CAEP adotará todas as medidas necessárias para proceder às devidas notificações aos órgãos integrantes do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência.
São Paulo, 15 de fevereiro de 2012.
Marcelo Schmidt Diretor Financeiro e de Relações com Investidores
Sempre escutei e li que Coca-cola faz mal. Ela tem excesso de açúcar, vicia, causa úlcera, estraga os dentes etc. Se for a Coca-cola Light é ainda pior, já que para ficar doce a fábrica substitui o açúcar por sódio invertido. Como resultado temos aumento exagerado no nível de sódio, que causa retenção de líquidos e aumento de pressão. Sou pedagogo e mesmo assim sei de todos esses males do refrigerante com maior valor de marca do mundo.
Mas parece que finalmente descobri um bom uso para a Coca-cola. Depois de insistir por alguns anos, o Sr. Simon Berry consegui chamar a atenção da Coca-cola e criou a CocaLife. Não quero me alongar na explicação sobre o que é o projeto, seu engenhoso sistema de transporte (foto abaixo) e como ele é sustentável. Para isso existem entrevistas feitas, textos escritos e vídeos no Youtube (veja no final do texto). Gostaria de me deter em um ponto chave, que é usado pelo Simon Berry para convencer que seu projeto é viável: a logística da Coca-cola.
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Segundo Berry, algumas empresas possuem capacidade extraordinária de fazer com que seus produtos cheguem aos locais mais remotos do planeta. A Coca-cola é um grande exemplo, mas temos a P&G, Johnson & Johnson, Inbev e outras. Essa capacidade de transporte é feita em etapas, onde a fábrica é responsável até o atacadista. Daí para frente são profissionais liberais e pequenas empresas que levam os produtos até os pequenos vilarejos, distantes e de difícil acesso.
Interessante é perceber que esses vilarejos tem alguma conexão com o mundo, seja pela televisão, rádio ou internet, e que o marketing desses produtos realmente funciona. Eles despertam o desejo de pessoas e os transformam em consumidores. Esses consumidores pedem que os produtos sejam vendidos e toda a cadeia logística é montada para atender seus objetivos. Aproveitando essa intrincada rede logística, a proposta é entregar medicamentos para curar doenças básicas de crianças, aumentando sua expectativa de vida e, consequentemente, a condição econômica local.
Em dezembro de 2011 escrevi sobre a Esther Duflo, que liderou uma pesquisa sobre combate a pobreza (leia aqui). A conexão com o projeto CocaLife é imediato:
Os medicamentos e vacinas precisam chegar para que a pobreza diminua.
Segundo Duflo, falar bem da educação eleva a escolaridade da população em até 40 anos. Por que não contratamos os mesmos profissionais de marketing que trabalham na Coca-cola e afins para que eles trabalhem a favor da educação?
Talvez o questionamento seja mais profundo: como despertar nas pessoas mais desejo por estudar do que de beber uma Coca-cola?
O governo federal passou a última década estudando sobre formação profissional, desenhando projetos, testando modelos, apertando o Sistema S e implantando escolas técnicas federais em todo o Brasil. Isso tudo com o objetivo de minimizar o problema de falta de mão-de-obra especializada que assola nosso país.
Esse problema é crônico e tem origem na valorização do diploma de ensino superior, associado a banalização do diploma de técnico. É preciso lembrar que vivemos em uma sociedade em que os detentores do poder de decisão sobre os modelos de avaliação educacional, reconhecem apenas o diploma como forma de validação do conhecimento. Não importa o que se sabe, e sim por onde você passou para aprender.
Também é importante perceber que, se de um lado sofremos com a falta de emprego, visto que estamos importando mão-de-obra especializada, por outro as empresas precisam minimizar seus custos e passaram a incorporar em suas estruturas de recursos humanos etapas da aprendizagem que nosso sistema educacional não é capaz de suprir. A área de Treinamento & Desenvolvimento tomou corpo e se tornou Universidade Corporativa.
Para ajudar na tarefa de formação no nível superior, o governo federal tomou algumas atitudes: construção de novas Universidades Federais; maior controle sobre o ensino superior a distância; fiscalização mais próxima das universidades privadas; mais investimentos nas universidades públicas existentes; estímulo para que empresas privadas invistam em centros de pesquisas com universidades; etc.
A palavra é gestão
As iniciativas são sempre interessantes, mas precisam funcionar, e para isso é preciso fazer a gestão. E é aqui que está nosso problema. Temos em nossas universidades, inclusive nas públicas, bons cursos de administração. Mas o modelo de avaliação do MEC exige que os professores com mais experiência e estudo tenham dedicação exclusiva para que a universidade seja bem avaliada. O dilema está posto: como fazer a gestão de algo se o professor (que é a maior fonte de conhecimento) não tem a oportunidade de praticar seu conhecimento? Como ele pode comprovar para seus alunos que o modelo de gestão em questão funciona se eles não praticam juntos? O paralelo com a medicina é imediato: como um bom médico pode ser reconhecido como tal se não consultar? Por suas aulas teóricas?
O retrato desse dilema pode ser visto nas reportagens abaixo. Por um lado temos a Petrobrás, o maior investidor no Brasil depois do governo federal, colocando dezenas de milhões de reais em centros de pesquisas em Universidades, e cobrando resultados. Por outro lado, a inércia do governo federal na simples construção de uma nova Universidade pública.
Realizarei no Rio de Janeiro e em São Paulo o curso de Plano de Marketing sem Segredos, pela DMC Consultoria. Veja abaixo o que abordaremos, se inscreva e vamos bater papo sobre Marketing:
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Como elaborar Planos de Marketing sem segredos
Passo a passo de forma simples, objetiva e simplificada
Rio de Janeiro, 16 de fevereiro de 2012
São Paulo, 29 de fevereiro de 2012
08h30 às 17h30
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A quem se destina
Diretores, Gestores de empresas e demais profissionais interessados nos assuntos abordados.
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Por que participar?
O curso oferece visão prática sobre a elaboração de um Plano de Marketing adequada a profissionais que não tem tempo a perder;
A metodologia é prática e o conteúdo será repassado usando-se exercícios, estudos de casos e outros recursos didáticos que aceleram a absorção;
As ações sugeridas são de fácil aplicação e podem rapidamente ser incorporadas ao dia-a-dia da sua empresa;
Apresentaremos métricas para medir resultados ao longo da aplicação do Plano de Marketing.
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Metodologia
Envolvente e participativa, com estudos de casos, debates e indicação de textos para complementação do aprendizado.
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Destaques do conteúdo
O que deu certo no passado e que não combina mais hoje?
Principais tendências do marketing;
Como escolhas bem feitas resultam em bons resultados;
Como escolhas mal feitas ajudam a cegar empresas;
Como um Plano de Marketing pode ajudar uma empresa a ter foco no seu negócio?;
Análise de mercado e entendimento do seu produto/serviço;
O que você pode extrair de positivo da sua empresa para potencializar seu Plano de Marketing;
Por que algumas empresas não tem Planos de Marketing?;
O que fazer para que sua empresa desenvolva um Plano de Marketing de sucesso?;
Mobilize sua equipe e tenha melhores resultados;
Quem compra seu produto/serviço e o que ele vai comprar no futuro;
O Marketing evoluiu e seu contato com o cliente também: as diferentes formas de Marketing Eletrônico;
Quem são seus concorrentes e para onde eles vão?;
Aprenda a ler o mercado e determine para onde vai sua empresa;
Defina os resultados esperados, indicadores desempenho e as metas para o seu Plano de Marketing.
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Apresentador: Prof. Denis Drago
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Investimento por pessoa:
Rio de Janeiro – RJ Até dia 6/02 – R$ 580,00 Após esse prazo – R$ 630,00
São Paulo-SP Até dia 17/02 – R$ 580,00 Após esse prazo – R$ 630,00
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Inclusos:
Material apostilado, 2 serviços de café e certificado.
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Não há muito o que falar depois de acompanhar o caso do naufrágio do navio Costa Concórdia, na costa da Itália. Desde a primeira notícia havia rumores de que o comandante havia abandonado o navio antes da retirada de todos os 4.200 tripulantes e passageiros. A confirmação de que o comandante realmente abandonou o navio deixou todos em choque.
A polícia italiana, que imediatamente deteu o comandante Schettino, divulgou hoje um áudio com a gravação entre a Capitania dos Portos e o comandante:
De Falco: Aqui é De Falco, de Livorno, falo com o comandante?
Schettino: Sim, boa noite comandante De Falco.
De Falco: Diga-me seu nome, por favor.
Schettino: Sou o comandante Schettino.
De Falco: Escute, Schettino. Há pessoas presas a bordo. Quero que volte para o barco e me reporte quantas pessoas há a bordo. Fui claro? Estou registrando esse telefonema.
Schettino: Comandante, digo que…
De Falco: Fale mais alto. Coloque a mão na frente do microfone e fale mais alto, ok?
Schettino: No momento o navio está inclinado…
De Falco: Entendi. Olha, há pessoas saindo pela proa do navio, com um bote. Vá naquele bote, volte até lá e me diz quantas pessoas estão a bordo. Fui claro? Me diga se há crianças, mulheres e pessoas que precisem de ajuda. E me dê o número de quaisquer categorias, fui claro? Olha, Schettino, você pode ter se salvado do mar, mas para mim isso é muito ruim… posso fazer você passar por um grande problema! Volte ao barco, c…!
Schettino: Comandante, por favor…
De Falco: Por favor não… vá para o barco agora. Me assegura que está indo para lá.
Schettino: Estou com a lancha de socorro. Não fui a lugar nenhum, estou aqui.
De Falco: Que está fazendo?
Schettino: Estou aqui coordenando o socorro.
De Falco: Está coordenando o que daí? Volte para o barco, coordene o socorro a bordo. Está se recusando?
Schettino: Não, não… não estou me recusando.
De Falco: Está se recusando a ir para o navio, comandante? Me diga por que está fazendo isso.
Schettino: Não estou indo porque a lancha em que estou está parada.
De Falco: Vá para o barco, é uma ordem. Não deve fazer nada diferente disso. Declararam abandono do navio, e agora quem comanda sou eu. Vá para lá! Fui claro? Não está me ouvindo? Vá e me ligue diretamente de lá. O helicóptero está na área.
Schettino: Onde está sua equipe?
De Falco: Está à frente da proa. Já há dez cadáveres, Schettino.
Schettino: Quantos cadáveres?
De Falco: Não sei, ninguém sabe. Ouviram dizer isso. Deve dizer para mim quantos há, Cristo!
Schettino: Mas está escuro e não conseguimos ver nada!
De Falco: E por que quer voltar para casa, Schettino? Está escuro e quer voltar? Pegue o bote, vá até a proa do navio e diga-me o que se pode fazer, quantas pessoas estão lá e o que precisam.
Schettino: Estamos com o segundo comandante.
De Falco: Subam no navio os dois, agora. Você e o subcomandante vão agora, entenderam?
Schettino: Comandante, quero subir no navio, mas há outro barco aqui. Já há outros socorristas, o barco parou ali, já chamaram mais gente…
De Falco: Já faz uma hora que está me falando isso! Vá a bordo agora, vá A B-O-R-D-O!!! E me diga imediatamente quantas pessoas estão lá!
Schettino: Está bem, comandante!
De Falco: Vá, vá agora!
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A partir de hoje está decretado que esse será o exemplo número 1 para péssimos líderes. Pior do que decidir mal é não decidir. E pior do não decidir é fugir da sua responsabilidade.
Com a popularização da informatização as máquinas fotográficas de filmes simplesmente sumiram do mercado. Ainda sou da época que precisávamos estudar para tirar boas fotos, além de uma certa habilidade para enrolar o filme e um toque de sorte para abrir a máquina e ele estar totalmente rebobinado. Isso se ele realmente tivesse sido colocado da maneira correta.
Aprendi a fotografar com uma Kodak 35 mm (não lembro o modelo) e passei a gostar muito de fotografia quando montei um laboratório de revelação em p/b na minha casa, quando eu tinha 19 anos. Nunca trabalhei com fotografia, mas minha relação com a arte de congelar o tempo através de uma imagem sempre foi muito próxima.
A Kodak decidiu continuar mantendo e investindo em fábricas de filmes, máquinas de revelação ou impressão digital, mas não ousou na estratégia de criar máquinas fotográficas digitais. Parece estranho para uma empresa que debutou nesse mercado no final do século XIX.
A notícia de que a Kodak está estudando pedir concordata não é estranha. As fotografias, mesmo as mais belas, não são mais impressas como há 10 ou 5 anos atrás. Os álbuns hoje são digitais, incorporados a redes sociais ou em sites pessoais. Imprimimos menos de 0,1% das fotos que tiramos. Seu valor de mercado despencou e parece que não há o que fazer.
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Será que não há o que fazer? Seus executivos tentam salvar a empresa negociando parte do seu portfólio de mais 1.000 patentes, além de outros malabarismos. Mas a lição que aprendemos, mais uma vez, é que não podemos viver tendo o sucesso do passado como mito.
Veja nos links abaixo mais informações no Financial Times: