Brincadeira para aprender

Uma das brincadeiras mais intrigantes para mim é o avião de papel. Desde criança me entretenho com a folha de papel, que pode voar, se dobrada e transformada em avião de papel, ou cair, se amassada e transformada em bola. De uma única fonte podemos ter usos diferentes, sem precisar rasgar, cortar ou colar apetrechos.

Nas aulas de física consegui entender o princípio  aerodinâmica e comparar com o formato da asa do avião de papel, ou de um carro de corrida. O equilíbrio perfeito está no formato da asa, na velocidade e em qual efeito queremos produzir. Um bom exemplo é a diferença entre o aerofólio de um Fórmula Indy que corre em circuitos de rua e em circuitos ovais. No primeiro precisa-se de controle para fazer curvas fechadas e manter o carro colado no chão em acelerações rápidas, enquanto em circuitos ovais busca-se apenas a velocidade.

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O legal é perceber que os aviões de papel passaram a ser coisa séria, com campeonatos e estudos científicos para provar que determinada dobradura traz mais estabilidade ou velocidade ao artefato. E o mais legal é ver como esse conceito foi levado para as escolas.

Veja o site do The Paper Airplane Guy, que tem um material bem legal sobre aviões de papel, dobraduras, vídeos e textos, e depois leia sua entrevista para o Makezine, um belo site para quem produz materiais ideias.

Depois disso saia produzindo aviões de papel e distribua mensagens positivas!

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Os perigos da escola

Passei longos anos da minha vida pensando em formas mais inteligentes e econômicas para proteger crianças em colégios. Pesquisa de novos materiais, investimento em produtos de limpeza mais eficientes e menos tóxicos, reformas e construções planejadas para diminuir riscos de acidentes, treinamentos para professores e auxiliares, proteção em quinas e pisos especiais etc.

Todos que trabalham em escolas ou tem filhos pequenos sabem do que estou falando. Nossas casas ganham travas para gavetas, espumas nas quinas e chaves em portas e armários. Isso sem falar sobre brincadeiras proibidas, como com fogo, facas e ferramentas.

Descobri alguém que pensa ao contrário e que, de certa parte, me convenceu. Aqui está o Gever Tulley, fundador da Tinkering School, e suas apresentações no TED. Vejam os dois videos para entender o que faz essa incrível escola. Depois, repensem a proteção dos seus filhos e alunos.

A escola mais perigosa é a cerceia a liberdade de pensamento, criatividade e ação de seus alunos.

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PS: Estou em busca de um sócio visionário para algo assim, livre, incomum. Algo como uma criança ou um adolescente gostam.

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Vi no Brasil 247.

Sugestões de leitura

Três artigos que li nos últimos dias que compartilho com vocês. Dessa vez não tem comentários e as reflexões estão com vocês.

Pymp my carroça
(vi no Update or Die)

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Quanto vale um professor?
(vi no Estadão Educação)

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Empreendedor abre loja de poemas ao ar livre nos Estados Unidos
(vi no Estadão PME)

Escola de Gestão

Um dos trabalhos que mais realizei foi o de formação de gestores educacionais. Usei muitos canais para isso: cursos de pós-graduação em EAD, consultorias, cursos presenciais, gestão direta de Instituições de Ensino e outros.

Um dos modelos que mais gosto de trabalhar é com a visão completa da gestão da Instituição de Ensino. Para dar maior visibilidade a esse trabalho, criei uma nova página nesse site (veja aqui) com a descrição completa da proposta, metodologia e investimento. Tudo de maneira clara e transparente.

Veja abaixo os temas dos encontros presenciais e fóruns propostos, estude a proposta e adote essa solução na sua Instituição de Ensino.

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Gestão Financeira sem Complicações

No próximo dia 25 de abril realizarei em São Paulo, em parceria com a DMC Consultoria, um curso sobre Gestão Financeira sem Complicações. O principal objetivo é começar a preparar as Instituições de Ensino para 2013.

Veja abaixo os principais destaques do programa:

  • O que é Gestão Financeira e como ela se aplica em uma escola, não importando quantos alunos ela tenha;
  • Quais são os mitos em se trabalhar a Gestão Financeira em uma escola?;
  • Como tratar a Gestão Financeira com sua equipe, com linguagem simples e prática;
  • Como a Gestão Financeira pode trabalhar a favor do Pedagógico?;
  • Comece a elaborar seu orçamento de 2013 e prepare-se melhor para o futuro;
  • O Fluxo de Caixa como aliado;
  • Avalie o desempenho da sua escola e entenda onde estão os desvios;
  • Como compartilhar resultados com sua equipe?;
  • O que é importante saber para que apenas as informações relevantes sejam compartilhadas?;
  • Controle, avalie e alimente do seu orçamento de 2013.

Não perca a oportunidade de se preparar com antecedência para o próximo ano e evite surpresas desagradáveis no seu orçamento.

Para se inscrever no curso clique aqui.

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Finalmente estamos sendo contaminados

Tenho buscado modelos de aulas diferentes, abertos, com linguagem clara e palatável para os jovens. Nem sempre encontro essas características em escolas e com professores comuns. Talvez por isso publiquei comentários e vídeos dos Professores Khan e Bunker Roy.

A fonte de inspiração deles está sendo passada para outros abnegados que, mesmo sem serem professores diplomados (assim como o MEC exige para darem aulas em escolas e faculdades), desempenham papel muitas vezes melhor do que os certificados pelos órgãos (nem sempre) competentes. Esse processo viral está tomando corpo e finalmente vejo alguns protagonistas no Brasil.

Veja aqui um belo exemplo: uma aula clara, dinâmica e simples que, em apenas 4 minutos, consegue explicar o que precisamos saber sobre seleção natural. Dificilmente usaremos mais do que o conhecimento explícito nesse vídeo para o resto de nossas vidas, a não ser que trabalhemos na área. Se esse for o caso, o papel do aprendizado deve ser capitaneado pela faculdade, e não no Ensino Médio.

Parabéns PROFESSOR Carlos Ruas!

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Para conhecer mais o trabalho do cartunista Carlos Ruas acesse seu site: www.umsabadoqualquer.com

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Estamos nos preparando para os livros digitais?

A questão da migração dos livros didáticos para o meio digital, impulsionada pela chegada dos tablets e investimentos da Apple e Amazon, parece estar sendo observada apenas sob um ponto de vista. Por enquanto os debates pendem para a metodologia de transposição dos conteúdos em papel para o meio digital, o treinamento dos professores e a aceitação das famílias. A questão financeira ainda não está no centro da questão, a não ser que pese no bolso do consumidor final (pais de alunos ou governos que investem nessa tecnologia).

Temos mais questões a resolver do que apenas o pedagógico. Listarei alguns questionamentos abaixo:

  1. O maior volume de papel impresso em formato de livros no mundo é para uso pedagógico. Os ambientalistas se animaram com a notícia que cortaremos menos árvores, mas muitos se esqueceram que o papel usado no Brasil é proveniente de fontes renováveis, isso é, de área de replantio. Além disso, para produzir tablets é necessário usar elementos minerais que são extraídos de jazidas, e isso provoca mais danos ao meio ambiente do que o uso de papel proveniente de áreas de replantio.
  2. Com essa migração as gráficas ficarão ociosas. Isso significa menos empregos operacionais. Com a necessidade de produção de mídias digitais é necessário contarmos com mais profissionais capacitados em design, informática e desenho instrucional. Isso significa mais empregos especializados. A questão é: estamos capacitando o suficiente para atender a demanda?
  3. O modelo digital pressupõe que os conteúdos (livros didáticos) passam a ser globais, como qualquer solução informatizada pode ser. É claro que é necessário que tenhamos espaço para customizações e tropicalizações, como é chamada a adequação de conteúdos globais. Isso significa que teremos mais concentração da produção de conteúdos, sobrando menos espaço para que os países de 3o. mundo, com o Brasil, sejam autores. A consequência é a continuidade do modelo binomial “eu produzo inteligência, você produz meio físico e opera”. Quem ganha com isso?
  4. A questão financeira das grandes editoras mundiais está próxima de ser equacionada. Sem o custo da produção física do livro elas podem se livrar de parques gráficos e investir em computadores, que ocupam menos espaço, são mais baratos e descartáveis. A logística também é afetada, já que a tendência é que os livros deixem de circular de caminhão, trem e navio para se tornarem bites na internet. Como resolveremos esses nós? E as empresas e trabalhadores desses setores?
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A história se repete

Nosso Ministério da Educação, com sua visão controladora da educação, ainda está sentado na certeza que pode comprar tablets e usar os conteúdos produzidos para o Portal do Professor, tão usado quanto o Google+. Nosso governo ainda não percebeu que esse não é um problema da educação, e sim da economia. Vejamos:

  • O MEC é o maior comprador de livros do mundo, através do Programa Nacional do Livro Didático, mas não produz conhecimento relevante. Mesmo com suas dezenas de Universidades Públicas Federais, o maior conhecimento na área é produzido por empresas privadas ou centros de estudos na USP, que não é federal.
  • O Ministério do Trabalho possui dezenas de projetos de incentivo ao emprego, mas não investe em formação de conhecimento para a tecnologia. A produção dos tablets da Apple no Brasil é o exemplo claro: o governo se vangloria e centenas de empregos operacionais, mas não incentiva a produção do conhecimento. Quem ganha mais? O montador de peças ou o criador da inteligência?
  • O Ministério das relações Exteriores age de maneira protencionista para a indústria de automóveis estrangeira que está no Brasil, representada pelas 4 grandes (Ford, Volks, Fiat e GM), mas não estimula a proteção da inteligência nacional, principalmente ligada a educação (suspeito que eles desconfiam se temos alguma inteligência para ser protegida).

Estou percebendo que estamos de volta a década de 60, quando fomos eleitos o país da moda e recebemos indústrias de todo o mundo. Eles trouxeram a inteligência, nós entramos com os recursos naturais e a mã0-de-obra. O resultado é claro: o Brasil correndo atrás da tecnologia para se tornar um protagonista mundial de inteligência.

Vamos repetir o erro?

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Para complementar a questão, leia o artigo publicado pelo Knowledge Wharton: O caso do livro didático: Apple e outras empresas querem dar as cartas na próxima geração de publicações educativas.

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Diferentes maneiras de se educar

No início de fevereiro um pai americano publicou um vídeo no Youtube com um desabafo, e outras coisas mais, contra sua filha adolescente. Quando digo que é contra sua filha, é bom vocês acreditarem.

Sou educador e trabalho em colégios desde que me entendo como gente. Passei por alguns momentos interessantes com adolescentes, que em nada se parecem com o embate do vídeo em questão. Percebida como fase da vida onde brotam a criatividade, o empreendedorismo e a liberdade de expressão, com a internet há uma natural confusão do que pode e não pode ser dito.

Acredito que os adolescentes de hoje estejam se sentindo em uma vitrine única, reforçada pela mídia. Eles não estão errados. Vivemos em uma época em que a facilidade da informação expõe notícias boas e ruins, onde todos tentam adivinhar o futuro da nossa economia, saúde e tecnologia. E é exatamente sobre a economia que os adolescentes se prendem para ter certeza, na cabeça deles, que o futuro da humanidade está sob sua responsabilidade.

Essa certeza, que se constrói na adolescência, é destruída quando entramos no mercado profissional, ou dentro das salas de aula com os professores mais rígidos. Essa dicotomia ajuda a levar alguns para as salas dos psicólogos, outros para o fracasso e poucos para o sucesso, seja ele profissional ou pessoal.

Vejam o vídeo abaixo, reflitam e critiquem o pai. Peço apenas que não o julguem. Cada sociedades usa arma que possui.

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A hora é agora!

No dia 5 de dezembro do ano passado publiquei texto sobre duas economistas do MIT, Abhijit Banerjee e Esther Duflo, e sua pesquisa sobre a erradicação da pobreza. Em determinado momento da apresentação, Duflo afirma que falar bem de educação pode ampliar em até 40 anos a escolaridade de uma população (veja aqui). O Chile já partiu na frente, e eu também já falei disso aqui.

Ontem o site Update or Die publicou uma excelente iniciativa feita em Nova York, que aliou design com o pensamento do professor. O resultado é fantástico! Veja exemplo abaixo e leia o artigo: Um redesign para o esteriótipo dos professores

Será que chegou a hora de fazermos o mesmo no Brasil?

Indignados de plantão, entrem em contato comigo para iniciarmos um trabalho relevante para nossa educação, independente de governos e gigantes educacionais privados!

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O mesmo para o Brasil

Não tenho comentários, apenas uma pergunta: o que está escrito no artigo do The Atlantic, criticando a educação americana frente a finlandesa, não vale para o Brasil?

Leia e descubra:

http://www.theatlantic.com/national/archive/2011/12/what-americans-keep-ignoring-about-finlands-school-success/250564/

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